Essas práticas contradizem o que propõe a Pedagogia Waldorf. Nessa perspectiva, a participação da criança é ativa em todo o processo educativo, há valorização do fazer, da motivação, a consideração de que a aprendizagem precisa partir do interesse da criança, destacando-se a centralidade do estudo do ambiente infantil, a socialização necessária ao desenvolvimento saudável da criança e futura participação na sociedade a qual está inserida, a descentralização no papel do professor na relação professor-aluno, além da questão da utilização de outros espaços (laboratórios e oficinas), além da sala de aula (SENA, 2013).
No contexto Waldorf, percebe-se um compromisso de parceria entre professor e alunos, priorizando as necessidades dos alunos, o que não exclui do professor a responsabilidade de direcionar o processo de ensinar e aprender, assim como a dos alunos em não ser passivos nesse processo, sendo, portanto, sujeitos, e não objetos da aprendizagem. Na pedagogia Waldorf, o professor identifica as necessidades de seus alunos e, a partir delas, desenvolve o trabalho pedagógico, sem preconceitos e num processo de autoeducação (REIS, 2015).
Professora: Bruna Maria Rodrigues Leria